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Tema Anual: " Bem- aventurança: Questão de Distinção, Percepção e Cuidado".
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Pastoral da semana de 12 de Fevereiro de 2012

BEM-AVENTURADOS OS LIMPOS DE CORAÇÃO, PORQUE VERÃO A DEUS!
            Tem-se afirmado que os puros de coração são pessoas sinceras e honestas, e a verdadeira característica dos cidadãos do reino de Deus deve ser aplicada às atividades da vida diária. Essa ênfase é encontrada nos evangelhos e nos salmos. Jesus diz que “os limpos de coração são felizes, porque verão a Deus” (Mt 5: 8). O salmista afirma que subirá ao monte do Senhor e permanecerá no seu santo lugar o que é “limpo de mãos e puro de coração” (Sl 24: 3, 4). No aspecto positivo das bem-aventuranças estão a misericórdia, a disposição de sofrer qualquer coisa por amor a Jesus Cristo, a paz e a pureza. “Limpos de coração” no contexto acima significa pureza integral (de mente, alma e coração). Reflete a idéia de uma vida trabalhada como uma vinha limpa pela poda e bem preparada para carregar de frutas; O termo coração aqui significa a alma ou a mente, como fonte e lugar dos pensamentos, paixões, desejos, apetites, afeições, propósitos, esforços.
            No entendimento do Sermão do Monte, os que reconhecem sua pobreza espiritual e que choram sua deficiências, e que têm fome e sede de justiça, e são misericordiosos para com os outros, verão a Deus, porque seus corações são puros. Seus pensamentos serão puros e o pensamento puro produz ações limpas, uma vez que do coração emanam as fontes da vida (Pv 4: 23). Conta-se que um multimilionário começou a perder a visão. Tendo consultado todos os médicos especialistas da cidade onde vivia, alguns aplicaram-lhe ungüentos, outros receitaram-lhe colírios, óculos, tudo em vão. Finalmente chamou um especialista de outra cidade o qual, abandonando todos os meios mecânicos, começou  a tratar-lhe o coração. Gradualmente o paciente recobrou a vista até que pode ver como antes. quando pediu uma explicação ao especialista, este respondeu: “O coração estava sujo”. No sentido físico, o coração sujo impede a visão física, e o coração sujo espiritualmente falando, ofusca a visão espiritual e impede ver a Deus.
            Como está o teu coração? Você vê Deus em sua vida?       
             Graça e paz em Cristo!
            Rev. Carlos Alberto Castorino de Oliveira
Pastor da IPJC.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Pastoral da semana de 05 de fevereiro de 2012.

BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS, PORQUE ALCANÇARÃO MISERICÓRDIA!
            Misericórdia é uma palavra antiga, distingue um dos mais importantes aspectos da bondade e do amor de Deus. Ao longo do tempo, tomou um sentido muito rico. No grego (éléos) é uma das mais belas palavras bíblicas; muitas vezes, traduzida simplesmente por amor. Misericórdia ou amor, faz parte do vocabulário da aliança. Da parte de Deus, designa um amor inabalável, capaz de manter uma comunhão para sempre, seja o que for que vier a acontecer (Isaías 54,10).
            Uma outra palavra hebraica que expressa uma terna e profunda compaixão, a saber, é a palavra racham, às vezes lindamente traduzida por “terna misericórdia”. Em sua misericórdia Deus se revela um Deus compassivo, que tem compaixão pelos que se acham na miséria e está sempre pronto a aliviar a sua desgraça.
            “Felizes os misericordiosos porque alcançarão misericórdia” (Mateus 5,7). A misericórdia é o que há de mais divino em Deus e é também o que há de mais completo no homem: “ele te enche de graça e de ternura”, diz o salmo 103. É preciso ler este texto à luz do versículo cinco do salmo 8, onde se diz que Deus coroa o homem de “glória e de honra”. Criados à sua imagem, os homens são chamados a partilhar a glória e a honra de Deus. Mas são a misericórdia e a ternura que nos fazem realmente participar da própria vida de Deus.
            Aos misericordiosos, Jesus não promete nada mais do que aquilo em que eles já vivem: a misericórdia. Em todas as outras Bem-aventuranças, a promessa contém sempre algo mais, leva mais longe: os que choram serão consolados, os puros de coração verão a Deus. Mas o que poderia Deus dar de mais aos misericordiosos? 
            Quando nos mostramos misericordiosos para com os outros, abrimos as portas de par em par à misericórdia para que entre em nossas vidas. Alcançamos misericórdia não como recompensa, mas porque o hábito de praticar a misericórdia nos capacita a alcançá-la.
            A misericórdia é, pois, já plenitude de Deus nos homens. Os misericordiosos vivem já, então, a mesma vida de Deus.        
             Em Cristo, graça e paz!
            Rev. Carlos Alberto Castorino de Oliveira
Pastor da IPJC.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Pastoral da semana de 29 de janeiro de 2012

BEM-AVENTURADOS OS QUE TÊM FOME E SEDE DE JUSTIÇA, PORQUE SERÃO FARTOS!
            A fome e a sede são sintomas característicos de uma vida normal, sã e vigorosa, e é nos alimentos e na água que refazemos as forças quando passamos por momentos de fome e de sede. Basicamente o pão e a água as fontes da satisfação natural.
            No Sermão do Monte, Jesus se refere a fome e sede de justiça. A sentença de Jesus pode ser assim interpretada: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de serem retos e fazerem justiça, porque eles serão completamente satisfeitos”, porque aqueles que reconhecem sua pobreza espiritual, e que choram por causa dos seus defeitos, são mansos diante de Deus e dos homens e têm fome e sede de viver  e de pensar corretamente, sendo saciados de retidão.
            Quando Jesus discorre sobre as necessidades físicas mais prementes - a fome e a sede - o faz para caracterizar o anelo pela verdade que existe no desejo da nossa alma de sermos cheios de tudo que concerne aos valores do reino de Deus. E o que é o reino de Deus?    
            O reino de Deus é o próprio Deus em Espírito e verdade: é Jesus Cristo; é a sua Palavra transcrita nas Escrituras Sagradas; é a sua Igreja - corpo vivo de Cristo; é o Espírito Santo que age poderosamente guiando os homens à verdade que liberta; é amor divino vivencial. Somente a justiça de Deus pode satisfazer as necessidades da alma. O coração do homem que tem fome e sede de justiça só será saciado de justiça pelo preenchimento do fruto do reino de Deus no seu interior - a justiça de Deus é Cristo, pelo qual somos perdoados e tornados novas criaturas e passamos a agir como luz do mundo e sal da terra pela prática de obras que glorificam a Deus. É uma justiça interior, do coração, que produz santidade, através do Espírito Santo.
            Pão e água “matam” a fome e a sede. É bem-aventurado quem tem fome e sede tanto quanto quem tem fome e sede de justiça porque serão fartos. Jesus Cristo é o pão da vida e fonte das águas (Jo 6: 35) por isso supre a nossa fome e sede de justiça. Se o buscarmos e vivermos sob a sua dependência nunca ficaremos com fome ou com sede porque nele seremos sempre alimentados e dessedentados.
             Nele, Cristo, Graça e paz!
            Rev. Carlos Alberto Castorino de Oliveira
Pastor da IPJC.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pastoral da semana de 21 de janeiro de 2012

ÉTICA CRISTÃ: UM MODO DE CONDUTA QUE CONDUZ À BEM-AVENTURANÇA!
            Todos os dias tomamos várias decisões. Fazemos escolhas e determinamos aquilo que tem a ver com nossa vida individual e de nossos semelhantes. Ninguém faz isso no vácuo.  Antigamente pensava-se que era possível pronunciar-se sobre um determinado assunto de forma inteiramente isenta de pré-concepções ou pré-convicções. Hoje, sabe-se que nem mesmo na área das chamadas ciências exatas é possível fazer pesquisa sem sermos influenciados pelo que somos, cremos, desejamos, objetivamos e vivemos. As decisões que tomamos são invariavelmente influenciadas pelo horizonte do nosso próprio mundo individual e social.
            Ao elegermos uma determinada solução em detrimento de outra, o fazemos baseados num padrão, num conjunto de valores do que acreditamos ser certo ou errado. É isso que chamamos de ética. A palavra “ética” vem do grego ethos e se refere aos costumes ou práticas que são aprovados por uma cultura. A ética é a ciência da moral ou dos valores e tem a ver com as normas sob as quais o indivíduo e a sociedade vivem. Essas normas podem variar grandemente de uma cultura para outra e dependem da fonte de autoridade que lhes serve de fundamento.
            Á ética cristã é o sistema de valores morais associado ao Cristianismo histórico e que retira dele a sustentação teológica e filosófica de seus preceitos. Como o sistema da conduta humana que se determina pela conduta divina, a ética cristã procede de Cristo e é importante para a vida diária do cristão, uma vez que a cada momento precisamos tomar decisões que afetam a outros e a nós mesmos. A ética cristã ajuda as pessoas a encarar seus valores e deveres de uma perspectiva correta, a perspectiva de Deus. Ela mostra ao ser humano o quanto está distante dos alvos de Deus para a sua vida, mas o ajuda a progredir em direção esse ideal.
            A síntese da ética de Jesus está contida nos seus ensinos, especialmente no Sermão da Montanha (capítulos 5, 6 e 7 de Mateus ), e é ilustrada pela sua vida. O tema central da mensagem de Jesus é o conceito do “reino de Deus”. Esse reino expressa uma nova realidade em que a vontade de Deus é reconhecida e aceita em todas as áreas. Jesus não apenas ensinou os valores do reino, mas os exemplificou com a vida e o seu exemplo.
            Os discípulos de Jesus (os Filhos do Reino) devem caracterizar-se pela ética que os induz à humildade, mansidão, misericórdia, integridade, justiça, paz, perdão, veracidade, generosidade e, acima de tudo, ao amor. A ética de Jesus deve ser a ética dos seus discípulos. Graça e paz em Cristo!
            Rev. Carlos Alberto Castorino de Oliveira
Pastor da IPJC.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pastoral da semana de 08 de janeiro de 2012

RESGATANDO A PERSPECTIVA CRISTÃ DO “HOMEM IDEAL”!
            Ao pronunciar o extraordinário Sermão do Monte, Jesus deu aos discípulos o exemplo de como deve ser a atuação do indivíduo  diante da realidade da sua própria vida para consigo mesmo e na coletividade, de acordo com a cidadania que tem “do reino”. Reino que para Jesus é o Reino divino cujo significado é o domínio de Deus nos corações dos homens, compreendido na perspectiva de uma sociedade regenerada abrangente entre todas raças, de todas as linguas e nacionalidades.
            O Sermão do Monte está compreendido entre os capítulos cinco, seis e sete do Evangelho segundo Mateus, mas a questão histórica e doutrinária que o introduz se encontra nos três últimos versículos da capítulo quatro. O versículo 23 deve ser estudado em consonância com Marcos 1: 14, 15 onde o dizer: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” reflete que ambos evangelistas ressaltam que Jesus na Galiléia começou seu ministério anunciando as “boas novas” e pregando a necessidade do arrependimento e da crença no evangelho.
            O característico distintivo do cristianismo é a individualidade e a universalidade. O plano do nosso Senhor Jesus é chegar à universalidade por meio do indivíduo. E uma sociedade somente se torna reino de Deus quando, através da mensagem das boas novas, Cristo, pelo agir do Espírito Santo, passa a reinar integralmente na vida dos indivíduos que a compõem.
            No Sermão do Monte, Jesus principia a apresentação do homem perfeito a partir do homem interior, ou seja, a partir dos motivos interiores que governam a vida exterior. Jesus diz que o homem perfeito, o homem ideal no conceito divino é um homem feliz. Mas, observem que o Senhor não emprega o vocábulo que dá a idéia de felicidade humana efêmera, mas, ao contrário, o que significa um estado de bem-aventurança que começa na alma, no interior. O Sermão do Monte nos apresenta o aspecto prático e cotidiano do cristianismo; o seu conceito ético nos fortalece a alma e faz exorbitar a real felicidade.
            Em Cristo, graça e a paz!
            Rev. Carlos Alberto Castorino de Oliveira
Pastor da IPJC.