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Tema Anual: " Bem- aventurança: Questão de Distinção, Percepção e Cuidado".
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Somos uma Igreja Reformada. Cremos no Deus Triúno que subsiste na pessoa do Pai e do Filho, e do Espírito Santo. Cremos a Inerância das Escrituras Sagradas. Pregamos a Mensagem de Jesus Cristo. Estamos situados à rua Araquem, Lote 6, Quadra 618 - Bangu- RJ;Tel:3337-3337

sábado, 24 de março de 2012

Pastoral da semana de 25 de MARÇO de 2012

VÓS SOIS O SAL DA TERRA; ORA, SE O SAL VIER A SER INSÍPIDO, COMO LHE RESTAURAR O SABOR? PARA NADA MAIS PRESTA SENÃO PARA, LANÇADO FORA, SER PISADO PELOS HOMENS. (Mt 5: 13)
            Temos em Gênesis (17: 1) a narrativa da instituição da aliança divina. Em aparecendo a Abrão, o Senhor lhe disse: “Eu sou o Deus Todo-poderoso; anda na minha presença, e sê perfeito”. O tom dessas palavras é uma ordem de Deus para Abrão tornar sua vida diária (pensamentos, palavras e atos) inteiramente agradável diante daquele cujo olho tudo vê. O termo hebraico tamiyn (perfeito) tem o sentido de "imaculado", mas ultrapassa essa significação ao sugerir um todo completo; cada setor preenchido completamente. O seu alcance é: completo, total, inteiro, são, saudável, sem defeito, integro. E a sua forma adjetiva substantiva neutra é: que está completa ou inteiramente de acordo com a verdade e os fatos. Ou seja, andar na presença de Deus e ser perfeito, ou ainda, ter aliança com Deus significa ter uma vida totalmente transformada com capacidade de influenciar outrem.
            Jesus disse aos seus discípulos “Vós sois o sal da terra” - o sal era, na Antiguidade, muitas vezes utilizado como sinal de aliança e era exigido por Deus para os sacrifícios. Vivermos esta vida na condição original de sal significa estarmos em aliança com Cristo segundo o mesmo caráter e influenciarmos o mundo, uma vez que o tom da mensagem sobre ser sal é que o discípulo de Jesus precisa manter seu sabor, isto é, seu caráter de cristão em meio às turbulências desse mundo. O sal não se corrompe, mesmo em contato com a corrupção, e assim deve ser o cristão. Bom no meio dos maus; justo no meio dos injustos; probo no meio da iniqüidade; prudente no meio dos insensatos; altruísta no meio dos egoístas; virtuoso em meio a desajustes.
            A consideração de sermos sal aqui é que somos reconhecidos verdadeiros seguidores de Jesus quando damos sabor e conservamos a vida de pureza neste mundo mediante a correção dos nossos pensamentos, palavras e atos pela verdadeira aliança com Cristo. Essa tarefa foi dada à Igreja. Essa é a nossa tarefa. Vivamos neste mundo como o sal - sem corrupção. Sejamos obedientes a Jesus.
            Em Cristo, paz!
            Rev. Carlos Alberto Castorino de Oliveira
Pastor da IPJC.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Pastoral da semana de 18 de março de 2012

VÓS SOIS O SAL DA TERRA; ORA, SE O SAL VIER A SER INSÍPIDO, COMO LHE RESTAURAR O SABOR? PARA NADA MAIS PRESTA SENÃO PARA, LANÇADO FORA, SER PISADO PELOS HOMENS. (Mt 5: 13)
            Ser sal em meio à sociedade atual é, de fato, tarefa não muito simples, desde que não prestemos atenção ao ensino de Jesus Cristo no grande Sermão da Montanha. Ali Cristo constitui o “divisor de águas” entre a sua Igreja e o mundo não cristianizado, apesar de ambos habitarem o mesmo universo criado.
            O célebre pastor Hernandes Dias Lopes defende a tese de que a igreja é uma agência do reino de Deus no mundo. Ela está no mundo, mas não é do mundo. Ela tem uma origem diferente, uma natureza diferente, uma missão diferente e um destino diferente.  A igreja não é uma instituição puramente humana; ela tem sua origem em Deus. A igreja, como um lírio que cresce no lodo, é santa num mundo corrupto. A igreja tem o ministério da reconciliação  num mundo marcado pelo ódio. A igreja está firmada em Cristo e caminha para a glória, enquanto o mundo jaz no maligno e marcha célere rumo à perdição. A igreja influencia o mundo, mas não é influenciada. A partir desta afirmação, demonstra de que maneira três figuras neotestamentárias ilustram a influência da igreja no mundo:
            1. A igreja é sal que inibe a corrupção (Mt 5.13). Jesus diz: “Vós sois o sal da terra”. O sal tem o poder de preservar da decomposição. É um elemento anti-séptico que inibe o processo da corrupção. A igreja é uma força preventiva no mundo. Sua presença no mundo freia e desacelera o processo galopante da maldade induzido pelo pecado. A igreja presente no mundo é a manifestação mais eloqüente da graça restringente de Deus. Se a igreja não existisse, o mundo já teria se chafurdado de forma irremediável no pecado. Jesus, porém, alerta para o perigo do sal perder o seu poder de salgar. Sal que não salga só presta para ser pisado pelos homens. Sal no saleiro não protege da corrupção o mundo à sua volta. A igreja não é sal da igreja; ela é sal da terra. Ela não é sal no saleiro; ela é sal no mundo. Ela não é sal inútil e insípido; é sal que coíbe o mal e dá sabor à vida.
            Essa tarefa foi dada à Igreja. A Igreja somos nós. Como nós temos vivido neste mundo? Na próxima semana continuaremos a ver as duas outras figuras de como a Igreja é influenciadora. Em Cristo, paz!
            Rev. Carlos Alberto Castorino de Oliveira
Pastor da IPJC.

quarta-feira, 14 de março de 2012

MULHER – POEMA DE DEUS:

Dia 08 de março - Dia Internacional da Mulher. Louvamos a Deus por todas e por cada uma delas. Em sua homenagem reproduzimos este belo texto de Ruth Viana extraído do bol. da Catedral - RJ: “Na verdade, tudo que Deus criou é pura poesia. Fico imaginando o momento supremo da Criação, aquele instante em que Ele olhou tudo ao seu redor, viu que era o resultado de um sonho divino, parou e criou também o homem. Em seguida, no auge de sua inspiração, criou a mulher.  Contemplando sua obra-prima, observou cada detalhe (perfeição das curvas, sorriso, ternura, jeito de andar, olhar diferenciado) e exclamou: “Esta é a expressão mais linda do poema que trago dentro de mim!”. Integrando esse universo feminino, sinto-me suspeita para falar sobre o que essa força representa no contexto mundial, sobretudo neste milênio. Até porque, todo ano, nesta data, a cena imaginária que acabei de descrever se torna real no meu coração, e só consigo ver a mulher assim, coroada pelo Pai, pronta para cumprir a missão que lhe foi confiada. Ou seja: fiel ajudadora, no papel de esposa e mãe; dotada de um amor incondicional capaz de suprir as carências da família, mantê-la unida e ser uma espécie de porto seguro em todas as gerações. Não é por acaso que esta frase existe: “Ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher”. Vejo também que no coração de Deus já estava escrito que a mulher ostentaria um crachá único no processo da Criação, desenhado por Ele, contendo as regras celestiais que a levariam ao mais cobiçado pedestal: “... a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada”. A Bíblia fala que o Pai, após criar o homem, disse: “... far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea”. Isso prova que alcançar esse pedestal só depende de cada uma de nós. Encarando esse desafio, buscamos sempre a sabedoria do Alto para sermos aquela companheira, ungida por Deus, que passa às páginas da História Universal como exemplo da mão que embala o berço e governa nações; que se faz ponte e nunca abismo; que se vê coroada ao contemplar sua silhueta no espelho das águas de um rio, ou no espelho da própria alma. Bela por natureza, desde os tempos mais remotos a mulher é emoldurada em prosa e verso nas passarelas da vida; vestida de seda ou de chita, com manto real ou capa de sisal, morando em palácios ou sobre palafitas.”. Às mulheres, muito abençoe o Senhor!

Pastoral da semana de 11 de março de 2012

VÓS SOIS O SAL DA TERRA; ORA, SE O SAL VIER A SER INSÍPIDO, COMO LHE RESTAURAR O SABOR? PARA NADA MAIS PRESTA SENÃO PARA, LANÇADO FORA, SER PISADO PELOS HOMENS. (Mt 5: 13)



            Não é fácil ser um cristão consagrado. Nossa sociedade não tem amizade com Deus nem com o povo de Deus. Quer gostemos quer não, o cristianismo verdadeiro está em constante conflito com o mundo, pois os cristãos no mundo, têm de ser diferentes e ter atitudes diferentes. O mundo estimula o orgulho e não a humildade. O mundo incentiva o pecado. Está em guerra contra Deus, enquanto Deus deseja se reconciliar com seus inimigos e recebê-los como filhos. Para isso deu aos cristãos esse ministério.
            Vale mais para uma comunidade um homem bom do que uma polícia bem organizada, e duas dúzias de homens bons podem valer mais para uma nação do que um exército preparado para a guerra - a existência de dez homens justos salvariam Sodoma do juízo de Deus. As bem-aventuranças descritas entre os versículos três a doze falam do que devemos ser; os versículos treze ao dezesseis falam do que devemos fazer. Os cidadãos do reino são conhecidos, não somente pelo seu caráter, mas também pela influência que exercem sobre os outros.
            O cristianismo deve seguir o modelo de Jesus, o Mestre dos mestres; o Mestre por excelência. Seu método foi claro e simples, ele se utilizou de coisas familiares que nos são comuns para ensinar as verdades mais profundas e exemplificar os ideais mais elevados. Nesse ponto Jesus manifesta as relações dos cidadãos do seu reino com os que não são cidadãos, valendo-se das coisas mais conhecidas e populares: o sal e a luz. Ele revela que o cidadão do reino é preservador da sociedade. Como sal, os cristãos preservam-se da putrefação moral; como luz, libertam-s das trevas morais. O mundanismo e a secularização são condenadas tanto quanto o isolacionismo e a indiferença. Aqui Cristo revela a influência que exercem sobre a comunidade em que vivem aqueles que possuem os característicos das bem-aventuranças. O caráter santo é a salvaguarda do mundo. “Vós sois o sal da terra”. A função do sal é preservar e dar sabor. O sal se aplica à carne fresca para preservá-la e ao alimento para dar-lhe sabor. Precisa ser aplicado, espalhado ou mesmo friccionado na carne. É sacrifício; é entrega. Cristo disse: “Tende sal em vós mesmos” (Mc 9: 50) - no sentido de preservar-se e não perder as características graciosamente doadas por ele.
            Em Cristo, paz!
            Rev. Carlos Alberto Castorino de Oliveira
Pastor da IPJC.


sábado, 3 de março de 2012

Pastoral da semana de 04 de março de 2012

“BEM-AVENTURADOS SOIS QUANDO, POR MINHA CAUSA, VOS INJURIAREM, E VOS PERSEGUIREM, E MENTINDO, DISSEREM TODO MAL CONTRA VÓS...”
Jesus é o Príncipe da Paz. O príncipe que encontrou a paz, mesmo no meio da perseguição. A bem da verdade, todo tipo de perseguição tende a provocar reações nas pessoas que sofrem essa ação e só elas, nesses casos, podem atestar em que apertos se encontram, às vezes, a paciência e a fé. O texto epigrafado diz respeito a uma ação coordenada de insultos, calúnias e perseguição física com disposição de atormentar tanto à pessoa ao ponto de ferir-lhe os sentimentos mais íntimos – no caso, por causa de Jesus.
Um adágio diz que “a verdade prostrada à terra erguer-se-á”, mas, às vezes, aquele que tem a coragem de declarar a verdade permanece prostrado e esquecido no pó da humilhação por causa das feridas de uma língua malvada e invejosa. O cristão que conserva acesa a pura luz de uma vida cristã coerente em meio aos males do mundo pode esperar perseguições e calúnias, mas os cidadãos do reino não esperam em vão a sua recompensa. Afirma o Rei: “Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus”
Uma águia no Himalaia surpreendida por uma tempestade, em vez de tentar escapar ou debater contra a fúria da tormenta ajustou as asas de tal modo que quando o vento a açoitava se elevava acima da tempestade. Não lutou contra os ventos, mas aproveitou para ganhar altura e estar acima da tempestade. Nós temos, também, de nos ajustar espiritualmente de tal maneira que quando estivermos açoitados pela fúria da perseguição, Cristo nos eleve às alturas das bem-aventuranças. Não há regozijo nas perseguições nem nas calúnias, mas no fato de que as provas e a perseguição nos levam para mais perto de Deus.
Em Cristo, paz!